Apesar de ter acordado um pouco tarde, planejava passar o dia inteiro em Tigre, me animei para ir a cidade. Por sorte, o tempo também ajudou. Então por volta das 10 da manha sai do apartamento, tomei meu café no McCafé que ficava praticamente em frente e peguei o subte para a estação retiro. Na própria estação é possível fazer a integração com a estação de trem. Basta subir as escadas. Algo similar ao que acontece na estação Central do trem e metrô, no Rio de Janeiro.
Para chegar a Tigre existem duas formas pelo transporte público.
1ª – Pegando o trem direto da Estação Retiro a Tigre – sentido Maipu. A passagem custa risórios 1 peso e alguma coisa.
2ª – Pegando o trem da Estação Retiro Sentido Maipu até a Estação Mitre. Desse estação basta atravessar uma passarela para pegar o Trem de La Costa. Esse trem sai da estação Maipu até a estação Tigre. É um trem mais confortável e totalmente turístico e por isso mesmo, mais caro. Porem termina compensando porque você pode fazer parada em qualquer uma das estações e curtir um pouco de cada local. A estação San Isidro é muito recomendada por seu famoso restaurante.


Eu quis experimentar as duas formas. Então quando desci na estação retiro comprei um ticket de trem no valor de 1,25 (pesos). O trem é daqueles antigos para não dizer velho, porem bem mais conservado do que os da SuperVia (concessionária que administra os trens no Rio de Janeiro).

Foi uma viagem até que rápida. Chegando a estação Maipu bastou seguir as placas. Atravessar a ponte (tem escada rolante) e chegar a bilheteria do Tren de La Costa. A passagem custou cerca de 16 pesos. Por ser um dia de feriado, tinha muita gente e o trem partiu lotado da estação. Terminei optando por não parar em nenhuma parte e seguir direto.
Quando cheguei a Tigre, fui ver no mapa da cidade (em frente ao famoso Parque de La Costa). É uma mapa reduzido mas da para ter uma idéia sobre a cidade e os pontos a visitar. Quando estava verificando o mapa, uma mulher se aproximou e me perguntou com seu espanhol embolado o que tinha para ver em Tigre. Logo que ouvi, percebi que era brasileira. E foi assim que conheci Simone, uma arquiteta brasileira que estava curtindo a capital portenha sozinha e tinha resolvido passar o dia em Tigre para fugir de uma paquera que a perturbava.

Saimos para conhecer a cidade. Já no trajeto para o Puerto das Frutas passamos em frente ao Casino e eu recusei de pronto a idéia de conhecer. Não pelo casino em si mas pela questão financeira. Passamos do casino e chegamos ao Puerto de Frutas. Decidimos parar e comer algo. Depois ficamos vendo as lojinhas. O Puerto de Frutas é quase um mercadão aberto onde se vende de tudo, desde comida, a moveis, decorações, roupas e muitas coisas.
Quem precisar redecorar sua casa, a dica é vá a Tigre. Eles tem realmente ótimas opões e pessoalmente não achei o preço tão abusivo. O difícil é trazer um lustre ou uma luminária que você adorou e conseguiu por uma pechincha num vôo da Pluna. É de chorar. Gostamos muito das coisas dessa região. A oferta é bem farta. Também encontramos muitos restaurantes nessa região. O engraçado é que em Tigre você não vê uma urbanização vertical tão grande. A cidade é bem povoada de casas mas poucos prédios residenciais.

Passamos ainda no Porto mas francamente, eu não tinha a mínima vontade de fazer o passeio de barco. Primeiro porque considero um passeio mega casal (e eu to fugindo desse tipo de atração) e segundo porque apesar do sol estava fazendo frio. Mas motivos impossível. Depois dessa região, voltamos para tentar achar um restaurante para almoçar.


Achamos uma parrilla muito boa mas o preço desanimador. Bem mais caro do que um almoço comum na capital. Enfim, depois ainda fui andar um pouco pela Av. Mitre e paramos na Plaza Italia para conversar. Já pela tarde me despedi dessa menina que voltaria pelo trem de la costa e fui encontrar o amigo do meu amigo em Tigre. Ele mora num dos poucos apartamentos de Tigre. Mora no ultimo andar (o 6° andar). Fiquei de praticar português com ele mas terminamos misturando inglês e um pouco de francês. Foi bem divertido.
Já a noite, voltei a andar pela Av. Mitre, passei pelo McDonalds e cheguei à estação de Trem. A estação era bem mais conservada do que a estação de retiro. Então pequei o trem para retiro que custou $1,35. Bem mais barato que o trem de la costa.
Estando num trem urbano se tem muito contato com os portenhos e isso foi muito bacana. Uma curiosidade desse trem é que alguns vagões não continham bancos. Esses estações eram destinados para colocar bicicletas, bolsas, malas e etc. Achei interessante. Apesar de ver varias pessoas sentadas no chão.

De volta a capital Portenha, tomei um táxi para casa e depois ainda tive folego para um a um pub e fechar a noite.














