quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Primeiro moinho que eu vi em Amsterdã

       A idéia que eu tinha de Amsterdã se resumia as tristes passagens de Páginas da Vida. Alias,eu não tinha muita idéia da cidade além de que se falava inglês, a casa barco e a liberalidade das drogas e do sexo. Mas Amsterdã me surpreendeu e muito, e pra melhor. Foi em Amsterdã que eu tive a oportunidade de ter contato com várias famílias da Europa. Foi lá também que vivi o dia-a-dia Europeu no tempo que fiquei na Europa.

Avião KLM
      Voltando no tempo lembro do tempo que passei na sala de embarque e na expectativa para logo chegar a Amsterdã. Os famosos países baixos me fascinavam só de pensar de pelas pesquisas que fiz. Na viagem, percebi que o padrão KLM é bem diferente do Air France. Apesar de hoje serem as mesmas companhias, a KLM contava com comissários hiper novos, farto lanche e o meu vôo foi absolutamente vazio. Para terem uma idéia, a minha poltrona era a 17A. Da minha poltrona para trás não havia mais ninguém. E nas poltronas da frente não estavam cheias. Fiquei pensando no Brasil. Quando que uma empresa como a GOL, por exemplo, sairia com um vôo vazio como esse da Air France. Nesse momento resolvi parar com as comparações. Mas em alguns momentos é simplesmente inevitável.

Ok. A foto está embaçada mas da para reconhecer...
       Vi o primeiro moinho do avião. Foi algo impressionante ver Amsterdã tão pequenininha e tão diferente do que estou acostumado. A atenção foi rapidamente para os canais. Claro que pouca coisa pude ver ali mas já de cima fiquei encantado por Amsterdã. Ao chegar ao aeroporto um espanto. O aeroporto também é imenso e lindo. Muito mais bonito que o de Paris. Arrisco a dizer que é um dos mais bonitos da Europa. No desembarque tudo tranqüilo, foi quando percebi que já eram quase 18h. Foi me dando aquela canseira básica né. Viagem programada para às 21. Chegada Em Amsterdã as 17:30. Que viagem.!

Saída do Voo. Meu Avião
       Após sair da sala de embarque, pego o mapa de Amsterdã e tive que esperar mais uma vez. Dessa vez a minha espera foi mais rápida. Apesar de mais uma vez não ter feito contato com Ed (um super amigo que conheci aqui no Rio e que me proporcionou em Amsterdã a possibilidade de acompanhar a vida de uma família em Amsterdã e conhecer pessoas maravilhosas), ele tinha visto que meu vôo atrasaria e não foi para o aeroporto. Mas antes que eu pensasse muito, ele chegou e começou a me mostrar a Amsterdã que nem todos os turistas conhecem.

Trem do Aeroporto de Amsterda
     Para iniciar meu contato com Amsterdã, compramos o ticket do trem (ele comprou com cartão de crédito direto da máquina dentro do aeroporto), descemos uma escala e pronto, já estávamos dentro da estação de trem. Cara que inveja eu tive de Amsterdã naquele momento e das facilidades que já cheguei encontrando. Acredito que no Brasil não haja um só aeroporto com ligação com linha de metrô e/ou trem. Aqui no Rio além das poucas opções que temos ainda contamos com a demora excessiva, desconforto e alto preço. Vou comentar quando estiver falando da volta.
      Voltando a Amsterdã, peguei o trem na estação do aeroporto Schiphol e desci uma estação depois na Lelelyn. Ali comecei a entender mais ou menos como funciona o esquema em Amsterdã. Meu amigo havia vindo até a estação de bicicleta e obvio que eu com uma mala imensa não conseguiria subir numa bicicleta. Apesar de ele morar super próximo da estação resolvi esperar um tempo para ele voltar de carro para me buscar.
      Depois ele me contou que não tinha ido de carro para não pagar estacionamento. Mas enfim, acomodado no carrinho holandês, sai da estação e em menos de 10 minutos já estava em casa. E lá vem mais surpresas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

1 ano de Blog


      Pessoal, deixei a data passar mais não posso deixar de registrar. Dia 06 de agosto de 2010 eu estava um pouco ocupado, me lembrei mas não escrevi. Então vamos acertar a falha hoje, cantando um super Parabéns para mim mesmo. Quando criei essa extensão do blog principal queria organizar um pouco a bagunça e falar sobre a expectativa das minhas viagens.
      Naquela época eu estava apenas me libertando do pensamento de que férias e viagem nunca seriam para mim, que era muito caro, coisa de gente rica, não cabia no orçamento. Foi preciso um ano de terapia, stress pesado no trabalho, vida corrida para eu perceber que precisava de um tempo para mim, um tempo longe de tudo e de todos, longe de mim mesmo.

     Foi quando a proposta de sair do Brasil começou a me atentar. Na verdade sempre quis viver algo diferente. Antes o foco era New York, que ainda não cheguei a conhecer, e os caminhos estavam favoraveis para chegar a Argentina fui conhecendo os cantinhos daqui mesmo. Começei conhecendo Argentina, Uruguai, posteriormente voltei a Argentina (Fiquei amante daquele país e olha que ainda nem conheço Bariloche), conheci o Chile e alguns países da Europa. A meta é continuar viajando.
      O que antes foi uma valvula de escape se tornou um belo vício, diria um hobbie para não ficar muito agressivo. Me ajudou a me conhecer mais, apreciar mais a minha companhia, conhecer novas culturas, questionar verdades absolutas, ver o Brasil com outros olhos, enfim.. Me ajudou a amadurecer ainda mais.
     E junto comigo, esse blog vai crescendo e as visitas também. Lembro que quando coloquei o contador.. Apareciam gratos 2 visitantes POR MÊS.. Agora fui dar uma conferida de leve e tenho 65 visitantes diários dos mais diversos países. Vou começar a facilitar e colocar uma ferramenta de tradução aqui. Enfim meu povo.. Tudo isso é para comemorar o meu aninho de aniversário de Blog de Viagens e convidá-los a sentir a vontade!!! Apesar de detalhar bastante meus registros pessoais, podem ficar a vontade pra ler.

 

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A temida Imigração e minha Primeira vez em Paris

     Passado o susto para embarcar e todos os problemas, já acomodado no meu humilde assento da economic class (pra ficar mais chique mas o aperto ali não tem nada de chique) da Air France o meu vôo programado para sair às 21:20 já estava meio atrasado. Como eu fui o último a embarcar (tive esse privilégio graças ao que contei no último post), achei que pouco se demoraria a começar o embarque. Nisso os minutos vão passando, a expectativa crescendo e nada do vôo começar.
      Passados 40 minutos do horário previsto para o embarque, vi pela janelinha do avião o aeroporto do galeão todo escuro, inclusive a pista. Achei aquilo estranho até que mais pessoas começaram a comentar. Uns 10 minutos depois o comandante anunciou que houve um problema de energia no Galeão e que o vôo se atrasaria ainda mais. Até então eu ainda não tinha idéia da magnitude do problema. Viajei no dia 10 de novembro, o dia do apagão no Brasil. Não se lembra? Clique aqui.
      Mais uns 10 minutos e a pista do galeão voltou a ficar iluminada e o comandante avisou que teríamos mais um atraso devido a fila de vôos. Enfim, nesse brincadeira toda foram umas duas horas. Quando o avião decolou do Galeão já eram 23:15. Lá se foram as previsões que chegar a Paris mais cedo.
      O vôo foi bem tranqüilo. Com alguns períodos de turbulência, um jantar “bacana” (alguém acha comida de avião boa??) com duas opções de menu, ouvi todo o cd do Seu Jorge e um filme que já não me lembro mais. Dormi em avião sempre é um suplicio para mim e eu nunca consigo. Ultimamente venho recitando um mantra, ouvindo alguma coisa “zen” ou simplesmente adiantando trabalho no notebook. Relaxar é quase impossível em avião para mim.
       Viajei a noite inteira assim, em períodos de cochilo, ouvindo musica, vendo filme a agüentando o roncar o japonês, coreano, chinês ou algo parecido do meu lado. Pela manhã ele acordou e quis conversar, mas eu já estava tão louco que não conseguiu sair nada. Primeiro porque o cara não falava inglês mas acho que ainda capitei umas cinco palavras do mandarim dele. A chegada não poderia se dar de melhor forma. Como saímos atrasados, chegamos atrasados.
      Logo então, você começa a perceber que apesar de toda educação e paciência dos Franceses nós também não fazemos por menos. Os brasileiros que se encontravam no vôo, começaram a puxar seus pertences, querendo sair mais rapidamente da avião, os comissários pedindo paciência ao modo Francês, uma loucura e eu sentadinho no meu assento assistindo ao espetáculo.


       Passado o show, desembarquei em uma Paris com 7ºC e um sol lindo. A primeira vista, o aeroporto de Paris é grande mas eu não tinha idéia de como era grande. Não direi que é bonito porque não é. Depois de ver o Schiphol, dizer que o Charlles de Gaulle é bonito seria no mínimo desonesto. Enfim, desembarquei e tinha duas opções: Ficar sentado com cara de bunda esperando minha conexão ou sair e ver Paris no tempo que faltava.
       Lógico que eu escolhi a segunda opção. Mas para isso eu precisaria fazer a imigração em Paris. Ouvi uma porção de histórias sobre a imigração em Paris, li em blogs, comentários, amigos me pedindo para ter cuidado e tudo mais que fiquei até com medo. Me disseram que me perguntariam isso, aquilo, pediriam comprovantes e etc. Mas nada, simplesmente me apresentei, a agente olhou pra minha cara, pegou me passaporte, scaneou, carimbou e me disse um Bienvenue que me senti em casa. Sem comentários. Fiquei até frustrado de ter esperado tanta coisa.

     Saindo da sala de embarque tive noção do que era o aeroporto de Paris. IMENSO! Havia marcado com um amigo de sair no desembarque e que ele me mostraria um pouquinho de Paris. Meu amigo tem um apartamento numa região central de Paris. Com o atraso do meu vôo e a impossibilidade de avisar ao meu amigo que chegaria com atraso, quando sai, não vi ninguém. Já tinha quase desistido de sair do aeroporto então comecei a rodar pelos terminais.
      Quando finalmente meu celular passou a funcionar, consegui ligar para meu amigo e como ele tinha visto que o vôo atrasaria, terminou se atrasando também (mania de brasileiro ou não). Enfim, pegamos o carro e fomos em direção a famosa Paris. O aeroporto é simplesmente longe do centro da cidade, mas de carro não pareceu tanto apesar de um transito básico de terça-feira.

Trem integrado ao aeroporto.
        Confesso que a primeira imagem que tive de Paris não foi das boas. Um acidente tinha feito com que eu ficasse parado simplesmente uns 30 minutos num engarrafamento. Nesse passeio passei pela tradicional igreja que eu esqueci o nome até chegar a um restaurante no subúrbio, do lado do apartamento do meu amigo. Ele me disse que paga uma pequena fortuna no aluguel do apartamento que não achei que valia. De qualquer forma, para morar sozinho estava de bom tamanho apesar do preço salgado.

Em Paris.. primeiros contatos.
      Vi também como tem negros e árabes por Paris. Eu nunca tinha visto tanto árabe na minha vida. Eram indianos, marroquinos, paquistaneses, sei lá. Eu só sei que quando mais eu via eu me perguntava: “Realmente estou em Paris?”. Mas meu amigo me trouxe a realidade. Trocamos algumas idéias sobre imigração e alguns problemas de Paris, visitei outros amigos mas nem deu para conversar pois já tinha de voltar ao aeroporto.

       Na volta, saímos cedo do apartamento com medo do transito e de perder o vôo. Como estava em conexão, a mala já estava despachada, simplesmente dei mais uma volta pelo aeroporto de Paris, tirei algumas fotos solo. Vi uma das coisas que custo a crer que aconteceram por aqui (estação do metro e trem dentro do aeroporto). Já próximo a hora da viagem, voltei para a sala do embarque, passei novamente pelo detector de metais (tira casado, Poe casado, tira mochila, tira moedas, etc.) dei aquela voltinha no free shop de Paris e fiquei a espera do meu vôo para Amsterdã pela KLM.

domingo, 1 de agosto de 2010

Europa: A Preparação

        Tive apenas um dia após a volta de Buenos Aires para organizar minha primeira viagem à Europa. Cheguei em um domingo de Buenos Aires e na terça a noite viajaria. Então ao chegar na noite de domingo, só deu tempo de desarrumar a bagagem, lavar o que precisasse, fazer o câmbio para euros, refazer as malas e por fim, partir para a Europa. Estava tão ansioso que pedi para chegar logo. Então passei as 48 horas pilhado até chegar o momento de viajar.
        Na própria terça da viagem, fui ao centro do Rio trocar o dinheiro para euros e comprar um casaco (acreditei que realmente valeria a pena comprar casaco no Rio para o frio Europeu, mas não valeu mesmo). Na correria, ainda fiz mercado e ao chegar em casa já estava em cima da hora de partir. Banho tomado, documentação conferida parti com meu pai para o aeroporto. No dia 10 de Novembro estava chovendo demais no Rio de Janeiro e eu tinha me preparado todo com uma blusa branca. Resultado, ao chegar ao Galeão ainda tive que trocar de roupa e inutilizar uma camisa branca.

Check-In da Air France no Galeão
        Logo após, corri ao check-in da Air France (naquela época, apesar pouco passado o grande acidente a empresa ainda era tinha um respeito considerável pelos clientes), mostra passaporte, despacha mala (ainda tenho um tempo para brincar com o funcionário pedindo para a minha bagagem não extraviar) e imprimo o cartão de embarque. Tudo certo, começa a maravilhosa hora da espera. Eu como detesto esperar tive a ingênua ideia de ir passear pelo aeroporto para esperar até dar o horário limite de entrar na sala de embarque. Pois é, fui ao terminal 2 passear, tentar comprar umas coisinhas para uns amigos que estariam me esperando em Paris e Amsterdã.

Esteira do Galeão entre o terminal 1 e 2
         Quando eu voltei ao terminal 1, já com 50 minutos para embarcar tive a brilhante surpresa de ver a fila do embarque internacional gigantesca. Acontece que no mesmo horário saiam 5 voos para Londres, Madri e Paris (o meu) e 2 para os EUA da TAM e outro da American Air Lines. Ótima idéia, fila Kilometrica, tempo de espera redobrado. Eu sei que no total, fiquei uns 45 minutos na fila, até chegar ao controle de passaportes. Quando a agente da imigração da cabine viu o horário do meu vôo, ela disse, comece a correr.

Raio X do Galeão
        Para meu azar, ainda tinha que passar pelo raio-x. Acontece que a menina que estava na minha frente iria para os EUA e teve de retirar sapato, notebook e cinto, enfim, quase ficou pelada. O meu foi mais rápido, saindo do detector de metais tive a grata surpresa do pessoal da AIr France já estar fechando o portão. Por sorte, quase fico para trás.

A330 da Air France
        Enfim, depois de conferido meu ticket, entrei no monstro da Air France. O avião (naquela época) era maravilhoso. Um super AirBus A330 todo bonitinho, tela individual para todos, todos os banheiros funcionando, uma beleza. Para minha surpresa, é lógico que tinha que acontecer alguma coisa. Mas vou deixar para outro post para contar sobre a viagem.

domingo, 4 de julho de 2010

Rumo ao Velho Mundo

     Pois é, quem está me acompanhando já constatou que viagem é mesmo meu hobbie favorito. E a Europa sempre fez parte daqueles sonhos inalcançáveis para mim. Sempre tão distante, nunca achei que chegaria lá. Afinal de contas, apesar de ter alcançado a Argentina, aquele pensamento brasileiro de que nunca vai dar, aperta o orçamento daqui, aperta dali sempre me perseguiam. Enfim, resolvi arriscar. Com os famosos apertos brasileiros e com muita vontade de conhecer a Europa me lançei ao velho continente e me surpreendi.

     Foi um investimento e tanto mas valeu muito a pena. Faria tudo de novo certamente. Como contei, sempre tive vontade de conhecer a Europa. O difícil foi decidir para onde ir. Quando começei minhas pesquisas queria conhecer todos os países. Claro que isso seria impossível pelas duas dimensões de tempo (o cronologico e o $$) então começei a analisar os países que eu poderia aproveitar por conta da língua inglesa que eu já tinha conhecimento. Descartei portugal nessa primeira vez, justamente por esse motivo. Não exercitaria o inglês. Também não estava a fim de ir a Londres e a Irlanda por causa da penca de brasileiros que há, o que dificultaria ainda mais o treino da lingua. Por eliminação, na Europa os únicos países que tem como lingua mais falada o inglês são: Inglaterra (obvío), Irlanda e.. e.. Holanda. Claro que o idioma oficial da Holanda é o Holandes mas quase 90% da população fala inglês e fala muito bem!

      Enfim, decidido o destino começei a pesquisar sobre a Holanda. Como tinha alguns dias, decidi que viajaria de trem (um meio super eficiente - assunto para um post especial) entre alguns países próximos. Foi assim que depois de mais pesquisas, decidi conhecer toda a parte da Europa do Norte, passando pelos países do Benelux (Belgica, Netherlands (Países Baixos mais conhecida e erradamente chamada de Holanda) e Luxemburgo, Alemanha e França. A Suiça foi deixada para uma próxima.
      Logicamente que não foi tão fácil a escolha. Tudo foi muito bem pesquisado. Essa é a palavra de ordem. Pesquise bastante antes de comprar as passagens. A Europa tem tanta coisa para se fazer que muitas vezes viajar para muitos países não permite que conheçamos muitas coisas interessantes. Enfim, a minha escolha se deveu a este fato: a língua.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Despedidas de Buenos Aires

Domingo, 8 de Novembro de 2009
      Após voltar ao apartamento, só deu para tomar um banho rápido e rumar para o aeroparque. Como minha amiga ia voltar de Pluna, por sorte tivemos que levá-la nesse horário para o aeroparque que ficava a 10 minutos da casa da minha amiga.

      O Check-in da Pluna não é lá um exemplo de organização, mas se deu de forma bem rápida. Despedimos-nos da minha amiga e rumamos para o apartamento para tentar dormir um pouco, pois em poucas horas o despedido seria eu.
       Acordei as 10 e depois de todo o ritual comecei a me despedir de Buenos Aires. Larguei o apartamento e após um café reforçado no McCafé, tomei um táxi para Ezeiza. A corrida sai por 80 pesos (incluindo os pedágios) desde Palermo. Quando cheguei ao aeroporto e encontrei o balcão da GOL (fica na parte interior do aeroporto fiz o check-in, almocei no Mcdonalds e aguardei meu embarque.

       Por sorte, peguei uma das novas (na época) aeronaves da Varig o que rendeu um pouco mais de espaço para minhas pernas. Na minha escala em Guarulhos pude constatar a diferença entre Guarulhos e Ezeiza. Guarulhos está numa situação lamentável comparada ao aeroporto portenho. Enfim, depois de 2 horas de espera, peguei um avião da Gol para o Rio. Mas uma constatação, as aeronaves que fazem o trajeto Rio X São Paulo são simplesmente o fim.

       Chegando ao Rio, a recepção foi ótima. Como não tinha ninguém me aguardando, peguei o ônibus e fui direto para a Av. Brasil que estava com uma facha fechada (devido a algum tiroteio, verdadeiramente isso é verdade) e um engarrafamento louco em pleno domingo. No meio do caminho entrou um monte de gente cheia de classe do piscinão de ramos. Nem precisa dizer no que se transformou essa volta. Sem comentários.

       Mas posso dizer que o saldo dessa viagem foi hiper positivo e a Argentina me surpreendeu de uma forma que já entrou no meu rol de lugares para sempre visitar. Seja por um fim de semana, por umas férias curtas, para umas férias prolongadas. Enfim, Buenos Aires vale muito à pena.
OBS: Termino esse relato após a minha segunda viagem a Buenos Aires.

domingo, 20 de junho de 2010

O último Sabado de Buenos Aires

       Nosso último dia completo em Buenos Aires se resumiu a visitar os últimos pontos que ainda não tínhamos visitado. Arriscamos uma passada por San Telmo que minha amiga não conhecia. Porém, o dia de San Telmo é mesmo domingo. No sábado até havia algumas barraquinhas, mas nada com a empolgação e grandiosidade do domingo. Nem mesmo o La Brigada, restaurante super recomendado, estava aparentando ter alguma coisa boa. Ainda estava fechado.

Plaza Buenos Aires

        Pegamos o ônibus 152 e rumamos para Recoleta. Antes de passarmos pelo shopping Art, fomos naquele monumento da Flor Gigante de Buenos Aires, na Praça das Nações Unidas. Havia um grupo da Universidade fazendo um trabalho escolar e muitos casais sentados na grama apreciando um dia de sol naquela após alguns dias de frio.


         Passamos pela Tv da Argentina, após deixarmos nossos currículos (cof, cof) e caímos na praça em frente a este monumento. Estava rolando uma apresentação de uma instituição pró-Glaucoma ou algo do tipo. Sei que o batuque estava bem a la Brasil. Tanto que encontramos MAIS uma brasileira que estava passeando com o marido, inglês, por Buenos Aires. Ela foi naquele rodado baiano e começou a dançar no círculo. Claro que como bons brasileiros também caimos no samba.


          Após essa volta rápida as origens, andamos mais um pouco e achamos o cemitério de Recoleta. Como eu já havia ido e minha amiga não queria entrar no cemitério sozinha, só passamos na frente e pegamos um táxi até a Plaza de Mayo, pois minha amiga queria tirar mais algumas fotos.


       Nossa surpresa foi encontrar Buenos Aires totalmente colorida naquele dia. Estava rolando a Parada Gay de Buenos Aires que lá é chamada de Marcha Del orgulho. Descobrimos que o babado acontece em Novembro, sempre no primeiro fim de semana. Geralmente entre os dias 6 e 8, mas no sábado. Bom, a Plaza de Mayo estava abarrotada de gente e para variar uma "penca" de brasileiros.


       Tinha até cerveja Brahma, vendida a 10 pesos (5 reais). Não adiantou barganhar, quando tentamos o cara nos mandou voltar pro Brasil. Mas enfim, ficamos sem a Brahma (10 pesos numa cerveja na rua, NUNCA, ainda mais Brahma).

         Bom, a festa foi bem animada. Quem já presenciou esse evento em alguma cidade do Brasil, mesmo em São Paulo, posso dizer que a versão Portenha não deixa a desejar. Claro que a infra-estrutura dos trios (os portenhos pareciam aqueles pau-de-arara) era totalmente diferente. Mas o som e a animação da galera era totalmente "brilhosa". Tinham até os mais animados que subiam nas estações do Subte, ficava quase nus no meio da galera, shortinho estilo Serginho do BBB, enfim tinha de tudo naquela festa.
        O fim da festa é em frente a Plaza del Congreso, onde os trios simplesmente param organizadamente e há uma manifestação pela reivindicação dos direitos dos gays. Pensei comigo, se fosse no Brasil, não sobraria um gato pingado quando o som parasse.


Depois de ouvirmos bastante os protestos e a fome apertar, tomamos um táxi, voltamos ao apartamento e saímos pela Santa Fé para procurar um restaurante para jantar.

Não lembro bem o nome do restaurante mas o banquete foi maravilhoso. Após esse passeio, demos uma estendida numa boate próxima e quando bateu 3 da manhã, o relógio anunciava a hora de levar minha amiga ao aeroporto.